Tramas de crochê com bordados reciclados e reaproveitados são trabalhados dentro de novas possibilidades pelas mãos e visão de Gustavo Silvestre.





É uma adição extra ao trabalho exclusivo que o estilista exerce desde 2015 ao lado dos artesãos do Projeto Ponto Firme, iniciativa voltada à capacitação de pessoas em situação de vulnerabilidade. Visualmente, quase não há diferença entre os bordados brilhantes em vestidos sensuais, transparentes e vazados das coleções anteriores. Já a qualidade, durabilidade e resistência são bem maiores.


A cartela de cores começa com preto e dourado, depois evolui para rosa-claro, branco e champanhe. Destaque para o casting com maior proporção de modelos trans que o usual de outros desfiles, além de tops como Diane Conterato, Vivi Orth, Amira e Lia.


As peças são bordadas com paetês feitos a partir de resíduos têxteis em vários formatos. Além de cristais Swarovski e metais e joias de Carlos Penna, em vestidos curtos e médios com pontas assimétricas e finalizados com saltos tipo plataforma ou paletes criadas a partir de peças da Rider. A novidade são os pedaços de couro cortados laser, que dá forma a estruturas armadas usadas nos ombros.

POR FRANCISCO MARTINS – COLUNISTA DE MODA
VERÃO 2026 I GUSTAVO SILVESTRE I SPFW60
@gustavosilvestrebrasil


