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Rodolfo Abreu

Entrevista com Rose Scalco: atriz, jornalista e advogada

Rodolfo AbreuPor Rodolfo Abreu4 de fevereiro de 2026Nenhum comentário15 Minutos lidos
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Rose Scalco - atriz, advogada e jornalista. Foto: Divulgação
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Quantas frentes de trabalho são possíveis para Rose Scalco? Quantas ela quiser. Com formação múltipla e excelência em cada área que atua, Rose está atualmente em cartaz com a comédia “As Loucas de Copacabana”, texto de Gugu Olimecha e direção de Pia Manfroni, em cartaz no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema. Nesse trabalho, Rose Scalco surge em cena com a leveza de quem domina o riso, ao mesmo tempo que carrega uma trajetória construída à base de coragem, estudo e resistência. Atriz de formação rigorosa, com passagem pelo Tablado e pela CAL, ela dá vida à psicóloga Simone, personagem que brinca com estereótipos dos anos 1990 em uma comédia cheia de reviravoltas — e encontra no humor uma forma potente de diálogo com o público.

Jornalista, apresentadora, advogada atuante em diversas áreas como Direito de Família e Direitos Autorais, Rose ainda é mãe e ativista. Ela representa uma geração de mulheres que precisou criar as próprias oportunidades sem perder as raízes. Filha de lavrador e de dona de casa do interior do Paraná, Rose construiu sua carreira entre a moda, a comunicação e as artes cênicas, usando cada espaço como ferramenta de crescimento e afirmação.

Rose Scalco em ensaio fotográfico

Nesta entrevista exclusiva para o jornalista Rodolfo Abreu, Rose revisita os bastidores de uma vida multifacetada: fala sobre os padrões da moda nos anos 1990, a disciplina quase militar da formação artística de sua geração, a relação profunda com o teatro e a importância da cultura como agente de identidade, pertencimento e transformação social. Com franqueza e generosidade, compartilha também os desafios pessoais que moldaram suas escolhas profissionais.

Entre os os diversos cenários profissionais que atua, Rose Scalco mostra que sua trajetória une talento e propósito. Uma conversa sobre arte, ética, comunicação e sobrevivência — e sobre como é possível viver muitas vidas em uma só, sem jamais abandonar quem se é.

Acompanhe a entrevista.

Rodolfo Abreu: Na vida, você acumula múltiplas funções — mãe, advogada, atriz, jornalista, apresentadora e ativista. Como é conciliar atividades às vezes tão diferentes, mas muitas vezes até complementares?

Rose Scalco: Ah! Deus capacita rsrs… Divido o tempo e a agenda. Acho que o segredo é fazer com dedicação, amor e muito respeito a todas as profissões e funções. E isso vem de dar o seu melhor em tudo que fizer. Eu acredito em múltiplos talentos e prezo isso. O nível de excelência, vem, justamente, de se capacitar e se atualizar para que no momento da realização seja feito com segurança e competência de um profissional que encante pela técnica e pelo entusiasmo e quem receba os seus serviços ou te assista veja isso de imediato.

Uma mulher multi talentosa

Rodolfo Abreu: Você é filha de lavrador e de uma dona de casa do interior do Paraná. O que despertou em você, desde tão cedo, o desejo de seguir no caminho da moda e depois da atuação? E como foi sua vinda para o Rio de Janeiro?

Rose Scalco: Com muito orgulho! E falo isso sempre.  Agradeço sobre destacar isso. Os títulos são importantes nas profissões, mas não te fazem grandes por si só, o seu jeito de tratar as pessoas, sim. E, isso aprendi desde cedo. Meus pais não tiveram oportunidades, mas têm a sabedoria da vida e, por isso, criei galhos, sem perder as raízes, mantendo a simplicidade e o jeito de menina do interior. Eu vim das impossibilidades: cidade pequena no interior do Paraná e longe de onde meus sonhos poderiam ser concretizados e tive que criar as oportunidades.

Eu sempre quis ser atriz. A moda, na verdade, era instrumento, pois fazia capas de revistas e editoriais para ter material e viabilizar comerciais e trabalhos de publicidades que eram o meu forte, pois mulheres bonitas tinham muitas, mas com desenvoltura e que falassem bem nos vídeos e decorassem textos, rápido, a concorrência era menor. Este era meu diferencial. E usava os valores dos cachês para fazer cursos de interpretação e me aperfeiçoar como atriz.

Rodolfo Abreu: Nos seus primeiros trabalhos como modelo, você viveu uma época desse mercado de trabalho que tinha exigências ainda mais cruéis sobre os padrões de beleza femininos, se comparado aos tempos atuais. O que ficou desse tempo e como você enxerga o mercado da moda hoje?

Rose Scalco: Como te disse, modelo era o instrumento para o que desejava e fiz parte das Agências Ford e Mega Model’s da época, pois era essencial, mas não era a “queridinha” das agências, pois sempre tive personalidade forte e lia contrato e não aceitava determinadas condições, como normais: frequentar muitas festas etc. Sempre fui focada. Fazia testes e furava a bolha, mas a luta sempre foi grande de minha parte   rsrs

E, quanto à crueldade dos padrões de beleza, eu já não tinha altura, então já era modelo de revistas, editoriais e publicidade, mas era pequenina e magrinha e, claro, rezava para não ter uma espinha no dia do teste da capa, pois fiz capas por outras estarem no dia com alguma imperfeição e vice-versa: perdi outras pelo mesmo motivo, mas normal, pois tudo era real.

Rose em trabalhos como modelo

Rodolfo Abreu: Como surgiu seu interesse pela atuação e como foi sua formação de atriz? E na sua opinião, qual a importância da arte e da cultura para você e para a nossa sociedade?

Rose Scalco: Eu fiz Tablado com Ricardo Kosovski e CAL e obtive meu registro em 1996. E, após, fiz uns 12 Cursos de Interpretação para TV para aperfeiçoamento no segmento. E sempre li muito porque como vim da dificuldade e da época que não tínhamos internet, então, o meu crescimento tinha que ser através dos livros e estudos.

E naquela época era tudo muito rigoroso: aula de etiqueta, automaquiagem, passarela, vídeos, comportamentos, figurinos e tínhamos que atrelar a teoria à prática, como história da arte, do cinema, do teatro e conhecimentos gerais e isso continua na vida.

A Arte e Cultura são fundamentais na vida, pois refletem crenças, valores e criam identidades e pertencimento e são agentes de mudanças e resistências, ontem, hoje e sempre.

Rodolfo Abreu: Em “As Loucas de Copacabana”, que está em cartaz agora, você vive a personagem Simone, uma psicóloga que atua com “terapia sexual” que ajuda uma amiga numa enrascada. Como foi o processo de construção dessa personagem tão singular dentro de uma comédia cheia de reviravoltas como essa?

Rose Scalco: Ela é bem distante de mim. A construção foi bem singular, pois busquei exatamente o meu oposto: a superficialidade, ou seja, ela busca um dinheiro fácil, sem dificuldades e apesar da formação de fachada prefere lucrar e viver bem sem muito esforço. Tudo que eu sempre abominei na vida…

Porém, ela é leve e bem-humorada e está sempre vendo tudo de forma literal kkkk e isso eu gosto. O estilo julgado da época e nada politicamente correto dos anos 90: que não se podia ser bonita e inteligente… Sei bem como era…Me divirto muito fazendo a Simone.

Personagem Simone de Rose Scalco em As Loucas de Copacabana

Rodolfo Abreu: Você conheceu o autor, Gugu Olimecha, já fez um filme dele e outras peças. Como era sua relação com ele, e fale um pouco da sua experiência com os textos dele e dos trabalhos que fizeram juntos.

Rose Scalco: Sim. O conheci em 1993 ao ser escolhida para fazer seu longa-metragem que foi para Festivais e. com toda dificuldade do cinema da época: “O Lado Certo da Vida Errada”, com Francisco Milani, Fernando Reski, Xuxa Lopes, grande elenco e Helena Werneck, esposa dele na época e que, agora, nos reencontramos quando ela foi prestigiar a peça com seu filho, Gustavo. E, depois, em 2004, eu fazia muitos espetáculos infantis no Teatro Princesa Isabel e Gugu me convidou para fazer a peça “Três é Melhor”. Gugu dizia que me via fazendo comédia e que me achava engraçada e eu, profunda, focada no drama rsrs Um privilégio ter conhecido Gugu, ouvir suas opiniões sobre a ARTE e a CULTURA e sua vasta experiência em todos os segmentos: teatro, TV e Cinema.

Rodolfo Abreu: Em temporadas anteriores, a peça já passou por diversos palcos — do Teatro Dulcina ao Cândido Mendes e outros espaços no Rio. O que faz esse espetáculo continuar ressoando com o público após tantas montagens?

Rose Scalco: Eu acho que porque é comédia e os textos do Gugu, o público sempre se identifica, ainda que em épocas diferentes, pois traz leveza e, no fundo, precisamos sorrir todos os dias e sinto isso  quando convido as pessoas e elas perguntam de imediato: é comédia? Acho que fica mais fácil irem ao teatro sabendo que irão se divertir…e também se não riem com a gente irão rir da gente kkkkkkk O riso é garantido …

Rose com Marcos Oliveira, Narjara Turetta e Isabella Barros

Rodolfo Abreu: Em “As Loucas de Copacabana” você atua sendo dirigida por Pia Manfroni ao lado de grandes nomes como Narjara Turetta, Guilherme DelRio, Danton Lisboa, Andi Teixeira e participações especiais como Marcos Oliveira e Isabella Barros. Qual foi o maior aprendizado em cena com esse elenco tão diverso?

Rose Scalco: Um presente! Pia é uma Diretora e comediante cirúrgica e costumo dizer que onde ela aponta vira riso e isso é fantástico! Narjara cresceu na frente da TV e tem uma trajetória artística ímpar e já era fã das duas como atrizes, então, uma honra ser dirigida por Pia e ter Narjara como partner e ser recebida, de forma tão generosa, pois entrei em substituição à Pitty Webo e só gratidão!

Guilherme DelRio, além de ator também um dos produtores da peça, me trouxe de volta aos palcos em “ Estrelas na kitchenette ” após uma ruptura de anos afastada por lutas pessoais, e também divide cenas maravilhosas comigo e um querido sempre, nos palcos e na vida, e me faz rir muito com suas brincadeiras, artista de luta dos anos 90 que tem muita história para contar…Eternamente grata!

Danton Lisboa já tínhamos dividido o palco em “Estrelas na kitchenette”  e sempre querido, metódico  e ótimo parceiro em cena, um pingue-pongue maravilhoso.

Andi conheci nesta peça e também dedicado e engraçado com seu jeito excêntrico e já me conquistou… Eu estou cercada de talentos que são engrenagens essenciais para que o espetáculo seja como é e encante o  público pela fluidez e faça rir…

Marcos Oliveira retornamos aos palcos em “Estrelas na kitchenette”, produção do Guilherme e temos uma conexão na vida, pois sou a advogada e responsável por ele no Retiro dos Artistas e estar com Marcos nos Palcos, pela segunda vez é uma honra…ele é gigante! Amo!

Isabella chegou no ano passado na temporada de outubro e já disse a que veio: trouxe a ternura para a peça com sua personagem e somou muito com o espetáculo. É a outra produtora da peça, empreendedora e entusiasta ama o que faz nos dois pontos e isso se revela no resultado. Um presente na arte e na vida!

Gente! Eu amo os meus amigos nos palcos e na vida!

Rodolfo Abreu: A Comunicação também é um caminho profissional importante que você abraçou, se formando em Jornalismo, escrevendo para veículos de imprensa e apresentando programas. Qual sua visão do poder da Comunicação para nossa sociedade e o quanto realizada nessa área você é?

Rose Scalco: A comunicação é tudo! A informação é a alma do   negócio! E amo a comunicação em todos os aspectos, seja como apresentadora que no meu caso prefiro, comunicadora, pois gosto de ser mais profunda nas apresentações e que toque a alma das pessoas alguma forma, como também escrever histórias que os leitores se identifiquem com o enredo e se insiram nelas com pertencimento.

Rose Scalco em As Loucas de Copacabana

Rodolfo Abreu: Você é advogada com atuação em Direito de Família, Direitos Autorais e uso de imagem. Como surgiu seu interesse pela área jurídica?

Rose Scalco: Esta pergunta é crucial, pois esta formação mudou e salvou minha vida. O interesse veio da necessidade. Eu já era atriz e estava cursando Comunicação e resolvi fazer Direito em legítima defesa e dos interesses do meu filho e também porque precisava de uma profissão que abrisse horizontes e me desse melhor suporte financeiro para minha subsistência e de meu filho. Eu interrompi minha carreira artística e meu sustento maior até hoje vem da área jurídica.

Uma luta de anos, mas acabei me dedicando em várias áreas do Direito, entre elas, Direito de Família com extensão para Violência Doméstica contra a Mulher e contra a Criança, Cível e com tantos amigos artistas o uso indevido de imagem, contratos, Projetos Culturais  em Editais de  Leis de Incentivo, Direitos Autorais vieram em consequência e acabei estendendo para  a parte de Assessoria Política e suas peculiaridades, incluindo alguns processos administrativos e criminais.

Rodolfo Abreu: Pela advocacia você se envolveu com movimentos importantes como o Justiça de Salto Alto – Do Despertar à Superação. Pode nos explicar a origem desse projeto e o que ele significa para você?

Rose Scalco: Você sempre acaba levantando a bandeira do que   viveu ou enfrentou na vida. Eu vivi e sobrevivi à violência doméstica e tenho como missão despertar outras mulheres.

Eu atuo nesta área antes da Lei Maria da Penha, pois me formei em 2003 e a Lei sobreveio em 2006 e após anos de advocacia, em 2019 e com muitas mudanças positivas na Lei, idealizei o JUSTIÇA DE SALTO ALTO – DO DESPERTAR À SUPERAÇÃO, onde entrevistava juízes, psicólogos, médicos, escritores, vítimas, além do trabalho em si,   e me dediquei a estudo sobre transtornos, abusos e todas as peculiaridades além das diversas formas de violência.

Sigo dizendo que o poder está dentro de cada uma de nós, e todas as mulheres são lindas e capazes, a diferença é que nem todas sabem disso e aí   entra minha missão!

Rose Scalco com os filhos

Rodolfo Abreu: Na sua atuação como advogada especializada em direitos de imagem – um dos temas que toca no universo artístico. Quais são os maiores equívocos que artistas ainda cometem nas negociações de seus próprios direitos?

Rose Scalco: Na verdade, vejo muitos artistas que, na ânsia de fechar um trabalho artístico, não querem ler ou ver as cláusulas ou ajustar seus direitos como deveriam ser de forma correta.

Muitas vezes, sequer formalizam os trabalhos realizados com pontos fundamentais, tais como: a autorização do uso de imagem e voz e tempo determinado, período de veiculação, os meios a serem divulgados de forma específica: se eletrônicos, impressos etc… e outras questões essenciais nas negociações e que acabam sendo negligenciadas e que prejudicam futuramente a imagem e a reputação do ator. 

Rodolfo Abreu: Considerando suas múltiplas formações, quais são seus planos profissionais para os próximos meses?

Rose Scalco: Olha! Eu tinha outros projetos artísticos, mas fui surpreendida com a morte do meu amigo e confidente Maurício Silveira e até pisar nos palcos foi difícil, mas ele não permitiria que eu parasse jamais e estou seguindo a luta…

Me dedico a algumas coisas dele e às minhas três profissões e aos meu filhos. E, claro, tenho um sonho, unir minha missão contra a violência doméstica e montar um espetáculo ou websérie, que até sirva para apresentações institucionais sobre o tema, mas isso será a longo prazo…realmente um sonho!

As Loucas de Copacabana, direção de Pia Manfroni

Rodolfo Abreu: Para finalizar, vamos fazer um ping-pong com algumas perguntas para o público conhecer ainda melhor você.

Rose Scalco:
        
Uma cor?
VERMELHA
Um ator?
ROBERT DE NIRO
Uma atriz?
MERYL STREEP

Um livro?
BIOGRAFIAS, amo!

Seu prato favorito?
CHURRASCO

Se fosse um animal, qual seria?
TIGRE, lindo e imponente rsrs
 
Um filme? 
“A VIDA É BELA” pela forma lúdica que conduzia a realidade cruel para a criança
Um cheiro?
CAFÉ
Uma emoção
SORRISO DE CRIANÇA
Um amor?
MEUS FILHOS E MEUS PAIS
 
Um Porto Seguro?
DEUS
Orgulho?
DA HISTÓRIA DE LUTA PELA MENINA QUE UM DIA FUI…
Uma saudade?
Dos que já partiram: meus avós e Maurício Silveira que faleceu em agosto de 2025…

Um medo?
DA DEPENDÊNCIA

Tem alguma mania ou ritual?
R: Não rsrs

Uma viagem que te marcou?
Viajo pouco porque tenho pânico de avião, aliás neguei  convites de trabalhos como modelo  no Japão à época…

Para mim, o teatro é….?
Uma forma de celebrar a vida!
Atuar é …ter o privilégio de viver várias vidas em uma só
Uma frase: “ As mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que rezam…” (Madre Tereza de Calcutá)
Filme O Lado Certo da Vida Errada

Rodolfo Abreu: Muitos jovens que estão lendo hoje essa entrevista podem estar decidindo a própria carreira profissional. Como você é uma mulher multi-talentosa, com pelo menos três formações distintas e às vezes complementares, que conselhos ou dicas daria para estes jovens que vão decidir seu futuro profissional em breve?

Rose Scalco: “Você pode ser o que quiser… Escolha fazer o que ama e o que faz seu coração vibrar. Seja responsável com sua profissão e honre-a sob  todos  os aspectos. Temos diversos talentos, mas a dedicação feita com amor é a que constrói a verdadeira excelência!”

Rose com Gustavo Olimecha – filho do autor Gugu Olimecha, e a atriz e produtora Isabella Barros

Entrevista por Rodolfo Abreu (@rodolfoabreu)
Imagens: Divulgação

Acompanhe Rose Scalco: @scalcorose

SERVIÇO – As Loucas de Copacabana
Teatro Cândido Mendes – Ipanema
5 e 12 de fevereiro (quintas) e 20 de fevereiro (sexta) às 20h
Acompanhe o instagram da peça: @asloucasdecopacabana

Rose Scalco com o amigo o ator Marcos Oliveira
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Jornalista, assessor de comunicação e produtor cultural, o carioca Rodolfo Abreu desenvolve trabalhos na área da comunicação há mais de 20 anos. Amante da cultura em geral e estudioso da cultura pop, Rodolfo Abreu já publicou dois livros na área, produziu eventos como shows e encontro com artistas, além de ter realizado o seminário “Videoclipe: música, imagem e revolução na cultura pop”, na Fundação Casa de Rui Barbosa e no Centro Cultural da Justiça Federal.

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