O excesso de cafeína pode causar cansaço, gerando um efeito rebote. Isso ocorre porque a substância “mascara” temporariamente a fadiga ao bloquear a ação da adenosina, composto relacionado à sensação de sono, e pode estimular a liberação de cortisol. Quando o efeito passa, o cansaço acumulado pode aparecer de forma mais intensa.

O consumo exagerado também pode provocar cansaço pelos seguintes fatores:

Efeito rebote: o organismo pode se adaptar ao uso frequente de cafeína. Quando o efeito estimulante diminui, a sensação de cansaço tende a se intensificar.

Insônia e má qualidade do sono: ingerir cafeína próximo ao horário de dormir pode dificultar o sono reparador, causando fadiga no dia seguinte.

Alterações na glicose e hidratação: em algumas pessoas, o consumo excessivo pode interferir na disposição e contribuir para desconfortos associados à hidratação inadequada.

Aumento do estresse: doses elevadas podem aumentar a ansiedade e a sensação de alerta, favorecendo a exaustão.

Ansiedade e dieta: alimentos que ajudam a reduzir o estresse e a ansiedade

Uma dieta focada no equilíbrio do sistema nervoso, rica em triptofano, magnésio e ômega-3, pode auxiliar na redução da ansiedade. Esses nutrientes participam da produção de neurotransmissores, como a serotonina, contribuem para a saúde intestinal e ajudam no equilíbrio do organismo diante do estresse.

A adoção de uma rotina alimentar com os itens corretos pode fazer grande diferença na bioquímica emocional. Confira alguns alimentos recomendados:

Frutas cítricas: ricas em vitamina C e flavonoides, ajudam a reduzir o estresse oxidativo e podem contribuir para a diminuição da fadiga. Exemplos: laranja, limão, acerola e kiwi.

Banana: fonte de triptofano, magnésio, potássio e vitamina B6, nutrientes que participam da produção de serotonina e favorecem o equilíbrio do sistema nervoso.

Peixes gordurosos: ricos em ácidos graxos ômega-3, como EPA e DHA, ajudam a combater processos inflamatórios associados ao funcionamento cerebral. Exemplos: salmão, sardinha e cavala.

Oleaginosas: fontes de magnésio e triptofano. Exemplos: castanha-do-pará, amêndoas e nozes.

Aveia: carboidrato complexo de absorção lenta, ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e também contém triptofano.

Iogurte e probióticos: contribuem para a saúde da microbiota intestinal, que tem relação direta com o bem-estar e com a produção de neurotransmissores.

Chocolate amargo: rico em cacau, possui compostos antioxidantes e pode ajudar a reduzir a tensão quando consumido com moderação.

Alterações na dieta são grandes aliadas do bem-estar, mas não substituem o acompanhamento nutricional, médico e psicológico.

Nutrição e imunidade: quais vitaminas não podem faltar no seu prato

Para manter o sistema imunológico fortalecido, o prato precisa ser o mais colorido e variado possível. Entre os principais micronutrientes relacionados à defesa do organismo estão as vitaminas C, D, A e E, importantes para a resposta imune, a manutenção das barreiras naturais do corpo e a proteção contra danos oxidativos.

Veja quais alimentos não podem faltar na sua rotina:

Fontes de vitamina C: acerola, laranja, limão, kiwi, morango, caju e vegetais como brócolis e pimentão.

Fontes de vitamina D: peixes gordos, como salmão e sardinha, gema de ovo e alimentos fortificados. A exposição solar adequada também é uma das principais formas de produção de vitamina D pelo organismo.

Fontes de vitamina A: cenoura, abóbora, manga, batata-doce, espinafre e couve. Essa vitamina atua na manutenção da pele e das mucosas, que são as primeiras barreiras naturais contra vírus e bactérias.

Fontes de vitamina E: sementes, castanhas, amêndoas, abacate e óleos vegetais. A vitamina E protege as membranas celulares contra danos oxidativos e possui ação antioxidante.

Mitos e verdades sobre nutrição: comer à noite engorda?

Mito. O corpo não para de funcionar quando você dorme. O que determina o ganho ou a perda de peso é o balanço calórico ao longo do dia, e não apenas o horário em que você consome os alimentos.

Mitos e verdades sobre nutrição: mastigar bem ajuda a emagrecer?

Verdade. Mastigar bem pode ajudar no processo de emagrecimento. Esse hábito favorece a saciedade, pois dá tempo para o cérebro receber o sinal de que o estômago está cheio, evita a ingestão excessiva de calorias e melhora a digestão dos alimentos.

Mitos e verdades sobre nutrição: água durante as refeições faz mal?

Mito. Beber água durante as refeições não faz mal. O consumo moderado, cerca de 150 a 200 ml, não dilui os sucos gástricos a ponto de prejudicar a digestão e pode até ajudar na mastigação e na deglutição de alimentos mais secos.

Mitos e verdades sobre nutrição: a água é mais importante do que a comida?

Verdade. A água é o nutriente mais essencial para a vida. Enquanto o ser humano pode sobreviver por mais tempo sem comida, o corpo resiste apenas poucos dias sem água. Ela compõe cerca de 60% a 70% do organismo e atua em funções vitais, como:

Transporte de nutrientes e oxigênio para as células;
Regulação da temperatura corporal;
Eliminação de toxinas pela urina e pelo suor;
Participação em processos metabólicos essenciais.

Superalimento do mês – junho: inhame

O inhame é um dos principais alimentos da safra de junho. Por ser um tubérculo rico em carboidratos complexos, fibras, vitaminas do complexo B, como B6 e B9, e vitamina C, ele auxilia na saciedade, contribui para o sistema imunológico e possui compostos associados à ação anti-inflamatória.

Vantagens nutricionais

Imunidade fortalecida: contribui para a melhora das defesas do organismo.

Controle da saciedade: rico em fibras e carboidratos de absorção mais lenta, ajuda a evitar picos de glicemia.

Versatilidade no clima frio: é uma ótima opção para sopas e caldos cremosos, típicos da época de inverno.

Como consumir

Para aproveitar melhor os benefícios do inhame, é importante evitar seu consumo cru, pois ele pode causar irritações e reações em pessoas sensíveis.

Cozido no vapor: preserva melhor os nutrientes essenciais e o sabor natural.

Cremes e caldos: por sua quantidade de amido, funciona como espessante natural para sopas.

Substituto inteligente: pode substituir o pão ou a batata no café da manhã e nas principais refeições.

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Matheus Oliveira é colunista da Revista Vislun, nutricionista especializado em nutrição clínica e esportiva. Escreve sobre saúde, alimentação e qualidade de vida.

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