Após temporada de sucesso em Brasília, cidade natal do Grupo Liquidificador, o inédito “Frankenstein de Mary Shelley” estreia no Teatro 3 do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro no dia 6 de agosto de 2026 às 19h. Dirigida por Fernanda Alpino, a montagemque celebra os 15 anos do coletivo brasiliense traz o romance de 1818 para o nosso tempo atravessado por Inteligência Artificial, tecnologia e debates sobre o que nos torna humanos. A rápida temporada segue até 30 de agosto de quinta-feira a sábado às 19h e domingo às 18h, com entrada a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

Baseada na obra icônica Frankenstein ou o Prometeu Moderno, da escritora inglesa Mary Shelley, a encenação se afasta das versões consagradas pelo cinema e se aproxima do espírito original da autora. Mais do que “recontar” a história, o espetáculo propõe um encontro entre Shelley e o presente, e entre a própria autora e sua Criatura. Em cena, Mary Shelley apresenta ao público os temas do clássico e é confrontada por seu monstro, que revela o coração pulsante desta obra.

Para Fernanda Alpino, ter o Rio de Janeiro como primeira parada após a estreia em casa é um grande prazer para a companhia. “Foi uma euforia a temporada de Brasília, uma festa mesmo, com direito à casa cheia e muito afeto. Estamos ávidas pela troca com o público carioca, para descobrir que coisas novas ele pode nos revelar sobre esta perspectiva contemporânea que fala de temas urgentes”, adianta Alpino, lembrando ainda da rápida passagem da companhia pela capital fluminense em 2014, quando esteve em cartaz com o espetáculo “A Cartomante”.

A montagem aposta em cenas não realistas, construídas a partir de uma combinação expressiva de trilha sonora, cenário e iluminação, que transforma o palco em uma espécie de laboratório ficcional. O resultado mistura aventura, palestra, comédia, drama, horror e ficção científica, uma experiência que brinca com as convenções do teatro contemporâneo para surpreender e envolver quem assiste.

A dramaturgia, escrita por Fernando de Carvalho, parte de dois mitos complementares: o da criatura feita de fragmentos de corpos e o de uma jovem autora que, aos 18 anos, inventou um novo gênero literário. Em cena, as atrizes Ana Quintas e Larissa Souza borram as fronteiras entre criadora e criatura, fazendo com que Mary Shelley seja, ao mesmo tempo, autora, personagem e parte do mito que criou.

Para a diretora do espetáculo, Fernanda Alpino, a montagem também reflete sobre nosso presente tecnológico. “Cada vez mais ouvimos alertas sobre os perigos de transferir para as máquinas, celulares, computadores e inteligências artificiais nossas decisões, pensamentos, vivências e relações. Em 1818, Mary Shelley já alertava para os perigos de um avanço tecnológico que não vem acompanhado de vínculo, ética e responsabilidade. Neste espetáculo trazemos esses conflitos para hoje, interrogando o que estamos nos tornando enquanto sociedade”, observa.

A montagem também brinca com a presença de Frankenstein na cultura pop, figura que aparece em filmes, quadrinhos, festas de Halloween e até em revistas como a Turma da Mônica. “A figura do Frankenstein está em todo lugar, mas poucas pessoas conhecem de fato Mary Shelley. Queremos apresentar essa autora tão fascinante quanto sua criatura, uma mulher visionária, que revolucionou a literatura e segue extremamente atual”, destaca Fernanda Alpino.

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA GRATUITA: MONSTROS GENERATIVOS

Paralelamente às apresentações, o Grupo Liquidificador oferecerá a Residência Artística Monstros Generativos, conduzida por Fernanda Alpino e Fernando de Carvalho, com participação da equipe do grupo. A atividade é gratuita e voltada para 10 artistas interessados em criação cênica contemporânea. Os encontros vão acontecer no CCBB RJ de 17 a 26 de agosto.

A partir dos processos de pesquisa do espetáculo, a oficina propõe investigar temas como criação, Inteligência Artificial, identidade e ética na relação entre criador e criatura. Ao longo de seis encontros de quatro horas, os participantes desenvolverão cenas, ações e figuras “monstruosas”, culminando em uma apresentação pública dos resultados que acontecerá no dia 26 de agosto, às 19h, no mesmo local da residência.

SINOPSE

Mary Shelley viaja no tempo com a missão urgente de combater uma seita, O Prometheísmo – A Tal Jogada de Marketing. A Inteligência Artificial. Para isso ela vai apresentar ao público seu projeto Frankenstein e dar vida à sua criatura mais famosa. O encontro com a Criatura revela dilemas carregados através dos tempos e das adaptações, e a criadora precisa assumir sua responsabilidade e, assim, refletir a sua própria natureza. Confrontada com a noção de Inteligência Artificial, a Criatura se defende. Ela, sim, tem carne, osso, memória, sente solidão e amor. Ela é artificial, inteligente e viva.

SERVIÇO
“FRANKENSTEIN DE MARY SHELLEY”
 
Centro Cultural Banco do Brasil Teatro III
Temporada:
6 a 30 de agosto de 2026
Quinta-feira a Sábado às 19h e Domingos às 18h
 
Inteira: R$ 30 | Meia-entrada: R$ 15, disponíveis na bilheteria física ou no site do CCBB (bb.com.br/cultura)
Estudantes, maiores de 65 anos e cartões Banco do Brasil pagam meia-entrada Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 100 minutos
 
Residência Artística Monstros Generativos
Encontros:
17/08 (Segunda-feira) das 15h às 19h
18/08 (Terça-feira) das 15h às 19h
19/08 (Quarta-feira) das 15h às 19h
24/08 (Segunda-feira) das 15h às 19h
25/08 (Terça-feira) das 15h às 19h
26/08 (Quarta-feira) das 15h às 19h

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Tel. (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br
Informações sobre programação, acessibilidade, estacionamento e outros serviços: bb.com.br/cultura
 
Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).
 
ATENÇÃO: Domingos, das 8h às 9h – horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017)

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Conteúdo sob a linha editorial da Revista Vislun, com informação, tendências atuais e olhar crítico contemporâneo.

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