Da capital ao interior da Bahia, oito novas modelos se preparam para uma etapa decisiva no início de suas carreiras. Yasmim Cunha, Letícia Bitencourt, Thaina Brito, Lavínia Viana, Celine Silva, Amanda Nascimento, Beatriz Santos e Willany Santana seguem em setembro para uma temporada de castings em Londres, Nova York, Milão e Paris, onde serão apresentadas a agências, marcas e profissionais da indústria da moda.

As jovens vêm de diferentes regiões do estado: Yasmim Cunha, Letícia Bitencourt e Willany Santana são de Salvador; Thaina Brito, de Simões Filho; Lavínia Viana, da Chapada Diamantina; Celine Silva, de Sapeaçu; Amanda Nascimento, de Irecê; e Beatriz Santos, de Maraú.

A viagem acontece às vésperas da Semana de Moda de Paris – Primavera-Verão 2027, prevista para ocorrer entre 28 de setembro e 6 de outubro de 2026, e representa para o grupo o primeiro contato mais amplo com alguns dos principais mercados internacionais da moda.

Antes de embarcar, as oito passaram por seis meses de preparação conduzida pela Model Club, agência baiana responsável pela descoberta e pelo desenvolvimento das modelos. O treinamento incluiu passarela, fotogenia, postura, comunicação, cuidados com pele e cabelo e aspectos ligados ao comportamento profissional.

Segundo Mônica Mota, empresária e agente responsável pelo grupo, a preparação também buscou fortalecer a identidade individual de cada modelo.

“Foram seis meses de preparação intensa. Trabalhamos muito além da imagem: medidas, pele, cabelo, postura, passarela, técnica, fotogenia, comportamento, comunicação e, principalmente, personalidade e propósito”, explica.

A entrada no circuito internacional, no entanto, não significa a garantia imediata de trabalhos. A temporada será marcada principalmente por castings, reuniões e apresentações profissionais, em um processo no qual aprovações e recusas fazem parte da construção de uma carreira.

“Elas estão preparadas para ouvir muitos ‘sins’, mas também muitos ‘nãos’. E isso faz parte da profissão. O importante é entender que um ‘não’ em um casting não define o potencial de uma modelo”, afirma Mônica.

Nesse percurso, cada cidade também representa um contato com diferentes segmentos e profissionais da indústria. Durante a temporada, as modelos poderão ser avaliadas para oportunidades em desfiles, campanhas e outros trabalhos internacionais.

O grupo chega ao exterior em um momento no qual a própria ideia de uma nova modelo vai além da aparência. Para a empresária, características como postura, comunicação, personalidade e capacidade de adaptação também são determinantes na relação com o mercado.

A experiência internacional passa, assim, a funcionar não apenas como uma busca por contratos, mas como parte da formação profissional dessas jovens que começam a construir suas trajetórias.

Para Mônica, a função de uma mother agency está justamente em preparar as modelos para essa realidade, sem transformar a viagem em promessa de sucesso imediato.

“Eu não posso prometer quantos trabalhos cada uma fará, mas posso afirmar que elas estão preparadas para viver a experiência, enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que essa temporada internacional pode proporcionar”, diz.

A presença do grupo também chama atenção para a diversidade geográfica das novas modelos brasileiras. Além de Salvador, cidades como Sapeaçu, Irecê, Maraú e regiões como a Chapada Diamantina aparecem como pontos de origem de talentos que agora tentam ampliar sua atuação fora do país.

Para Mônica, que trabalha há mais de três décadas com descoberta e formação de modelos na Bahia, esse movimento também representa a possibilidade de aproximar jovens de diferentes origens de um mercado historicamente concentrado nos grandes centros.

“Não estamos levando apenas modelos para o mundo; estamos mostrando ao mundo o potencial de uma nova geração de talentos baianos”, conclui.

Compartilhar.

Conteúdo sob a linha editorial da Revista Vislun, com informação, tendências atuais e olhar crítico contemporâneo.

Comentários estão fechados.