O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro realiza o espetáculo SAUDADE, do Grupo Os Geraldos, com concepção e direção de Douglas Novais, direção musical de Everton Gennari e dramaturgia de Julia Cavalcanti e Paula Guerreiro. No elenco, Alexandre Cremon, Carolina Delduque, Emme Toniolo, Everton Gennari, Gileade Batista, Guilherme Crivelaro, João Fernandes, Julia Cavalcanti, Paty Palaçon, Paula Guerreiro, Pedro Dias, Roberta Postale e Valéria Aguiar. Após temporada de sucesso no CCBB BH, o espetáculo chega ao CCBB Rio também com patrocínio do Banco do Brasil.
Inspirada no conto Pinguinho, de Viriato Correia (*), e nos escritos de Rubem Alves, a montagem reflete sobre os temas infância, morte e perda, ancorados em canções do imaginário coletivo, cantadas ao vivo por 13 intérpretes. No vilarejo que ganha forma no palco, a saudade se manifesta como presença ativa — cantada, dita e corporificada — sustentando o encontro entre os atores e o público.
(*) Viriato Corrêa (1884-1967) – jornalista, escritor e dramaturgo maranhense, nomeado imortal da Academia Brasileira de Letras em 1938. Foi professor na Escola Dramática no Rio de Janeiro, e fez grande sucesso como dramaturgo e autor de livros infantis. Seu livro infantil “Cazuza”, onde foi publicado o conto “Pinguinho”, é sua obra mais conhecida e traz elementos autobiográficos.
Uma curiosidade: a primeira apresentação deste trabalho foi em língua espanhola. Ainda na fase inicial de pesquisa, em 2024, a montagem foi aprovada — entre mais de 200 inscrições de 24 países — na Convocatoria Iberoamericana de Residencias de Creación, do Programa Iberescena, que selecionou apenas dois projetos. Esse reconhecimento foi o ponto de partida para uma residência internacional realizada junto na Catalunha, Espanha, seguindo para Itália, França e Inglaterra.
“Lá apresentamos uma primeira versão do espetáculo em espanhol para um público que parecia tão conectado à obra que foi como se, entre aquele vilarejo catalão e nosso Brasil profundo, não houvesse tanta diferença assim”, conta o diretor Douglas Novais.
SINOPSE
Em um pequeno vilarejo, a morte era motivo de festa e brincadeiras entre as crianças, porque a cidade parava e toda a sua rotina era alterada. Um dia, um acontecimento muda para sempre o olhar daquelas crianças, que se encontram com a fragilidade da vida e a força das memórias, marcando o fim da inocência.
A CRÍTICA
O crítico e fotógrafo Bob Sousa descreveu a visualidade do espetáculo como “espinha dorsal da experiência cênica”, destacando a integração entre imagem, som, palavra e corpo para construir um campo de memória compartilhada. Ele aponta a inspiração nas pinturas de Cândido Portinari, perceptível no olhar voltado ao homem comum e ao Brasil interiorano, e ressalta o coro como elemento central, que dissolve protagonismos e afirma o trabalho coletivo como escolha estética e ética.
Já o crítico de arte Rômulo Sobrinho descreve a experiência de assistir a SAUDADE como algo que “fala menos ao intelecto e mais à pele, à memória e ao afeto”. Ele destaca a cenografia “minimalista sem ser fria, simbólica e sem excessos”, onde os objetos funcionam “como gatilhos da memória afetiva do espectador”. Sobre a trilha sonora, afirma que ela “atua como um personagem invisível, costurando emoções, preenchendo vazios e potencializando aquilo que não é dito em palavras”. Para ele, ao final, “saímos do teatro com a sensação de que algo ficou ecoando, uma lembrança, um nome, um afeto”.
Marcos Antônio Alexandre, doutor em Letras pela FALE-UFMG, relata ter vivenciado um “encontro profundo com minhas memórias e minhas saudades”, transitando “do riso ao choro” e recuperando o “olhar das infâncias” sobre a perda. Ele elogia a direção musical de Everton Gennari, que faz o público se perguntar “Qual é o som do céu estrelado?”, e a interpretação de todo o elenco, com especial menção a Gileade Batista como Pinguinho, “repleta de engenhosidade, espontaneidade, espiritualidade, leveza, dramaticidade e liderança”. Alexandre conclui que a obra permite “retomar territórios e buscar diálogos com outras gerações”.
FICHA TÉCNICA
Patrocínio: Banco do Brasil
Direção e concepção de cena, figurino e cenografia: Douglas Novais
Direção musical e preparação vocal: Everton Gennari
Dramaturgia: Julia Cavalcanti e Paula Guerreiro
Direção de texto: Douglas Novais e Paula Guerreiro
Elenco: Alexandre Cremon, Carolina Delduque, Emme Toniolo, Everton Gennari,
Gileade Batista, Guilherme Crivelaro, João Fernandes, Julia Cavalcanti, Paty Palaçon,
Paula Guerreiro, Pedro Dias, Roberta Postale e Valéria Aguiar
Iluminação: Caetano Vilela
Visagismo e maquiagem: Douglas Novais e Gileade Batista
Assistência de direção: Julia Cavalcanti
Assistência Dramatúrgica: Emme Toniolo e Tatiana Alves
Coordenação do Ateliê Kairós: Emme Toniolo
Assistência do Ateliê Kairós: Gileade Batista, Guilherme Crivelaro,
Vinícius Zaggo, Valéria Aguiar, Agnes Foster, Aline Sivieri e Jennifer Adélia
Fotografia: Stephanie Lauria, Bob Sousa e Guto Muniz
Design gráfico e Ilustrações: Guilherme Crivelaro
Redação do programa: Paula Guerreiro
Operação de luz: Débora Piccin
Coordenação de produção executiva: Paty Palaçon
Produção executiva: Anna Helena Longuinhos
Assistência de produção: João Vitor Paulato, Nicole Mesquita, Lívia Telles
Captação e Projetos: Carolina Delduque, Paula Guerreiro, Lívia Telles, Paty Palaçon
Assistência de Captação e Projetos: Pedro Dias, Anna Helena Longuinhos e Débora Piccin
Coordenação técnica: João Fernandes e Alexandre Cremon
Assistência técnica: Roberta Postale e Pedro Dias
Coordenação de comunicação: Nicole Mesquita
Coordenação de gestão: Tatiana Alves
Coordenação geral: Douglas Novais
Produção: Os Geraldos
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany
Realização: Governo do Brasil e CCBB
SERVIÇO
Saudade
Temporada: de 1º a 10 maio de 2026
Onde: Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Horários: sexta e sábado, às 19h e domingo às 18h
Ingresso: R$ 30 (inteira), e R$ 15 (meia para estudantes, professores, profissionais da saúde, pessoa com deficiência e acompanhante, quando indispensável para locomoção, adultos maiores de 60 anos e no pagamento com cartões BB), à venda no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB RJ de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h (fechado às terças)
Gênero: drama musical
Capacidade do teatro: 158 lugares
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Acessibilidade do teatro: sim
Centro Cultural Banco Do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ
Siga o CCBB nas redes sociais:
facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj | x.com/ccbb_rj | tiktok.com/@ccbbcultura
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças)
ATENÇÃO: domingos, das 8h às 9h – horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).



