Peça inédita no Rio de Janeiro, ‘Elogio da Loucura’ foi sucesso de público e crítica em São Paulo, algumas capitais do Brasil (Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, entre outras) e, ainda, em cidades do interior de SP. Em cartaz em curta temporada no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, a montagem conta com o patrocínio do Banco do Brasil.

A atriz Leona Cavalli e o diretor Eduardo Figueiredo, em nova parceria, são responsáveis pela adaptação da obra de Erasmo de Rotterdam, para uma versão teatral inspirada no livro ‘O Elogio da Loucura’. Erasmo de Rotterdam, o autor, viveu o final da Idade Média e o início da Idade Moderna e tornou-se um dos maiores escritores, humanistas e teólogos de todos os tempos.

Ainda hoje vivemos conflitos semelhantes aos de séculos atrás; a hipocrisia e a perda dos valores da vida ainda são recorrentes.

A encenação, repleta de ironia e humor, faz várias referências à loucura, presente nas artes, na História e na sociedade. A loucura, a insanidade mental, não é definida como uma condição humana que podemos adquirir. Erasmo trata a loucura de uma forma externa ao homem, e o homem só será louco se desejar ser.

“Em um momento com tantas adversidades e repleto de inversões de valores éticos, políticos e sociais, um momento onde o homem apresenta sérios sinais de retrocesso e barbárie, a obra de Erasmo de Rotterdam nos apresenta uma importante reflexão sobre civilidade e empatia nos dias atuais”, diz o diretor Eduardo Figueiredo.

“Sempre fui apaixonada por esse texto de Erasmo de Rotterdam, inédito no teatro brasileiro, e incrivelmente atual, lúcido e necessário; por identificar a loucura como parte da condição humana, que, quando integrada, torna-se potência de transformação, arte e liberdade”, conta a atriz Leona Cavalli, que irá interpretar a Loucura.

O espetáculo é pontuado com música ao vivo, executada pelos talentosos Daniel Líbano (violoncelo) e César LiRa (percussão). A trilha sonora transita entre o popular e o erudito, o contemporâneo e os ritmos étnicos.

Sinopse

A obra, escrita como uma sátira à sociedade dos séculos XV e XVI, tornou-se atemporal e profundamente atual; por apresentar uma nova visão da loucura, expondo as relações de poder na sociedade, na política e na Igreja, como espelhos de si mesma.

Nessa versão para o teatro, a Loucura, interpretada pela atriz Leona Cavalli, se apresenta como personagem, mantendo a ótica, o sarcasmo e a sagacidade do conteúdo original da obra.

Como definição gramatical, loucura é insanidade; porém o autor não a representa dessa forma, mas sim como parte da estrutura do nosso mundo, que como tal, clama por ser reconhecida e aceita.

Leona Cavalli em cena no espetáculo Elogio da Loucura, adaptação teatral da obra de Erasmo de Rotterdam que propõe uma reflexão contemporânea sobre sociedade, ética e condição humana. — Foto: Caio Lírio / Divulgação

Ficha técnica
‘Elogio da Loucura’
Da obra de Erasmo de Rotterdam
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Dramaturgia: Leona Cavalli e Eduardo Figueiredo
Direção: Eduardo Figueiredo
Assistente de direção: Alex Bartelli
Elenco: Leona Cavalli
Músicos: Daniel Líbano (Violoncelo
César LiRa (Percussão)
Voz em off: Antonio Petrin
Figurinos: Kelly Siqueira e Mariana Baffa
Cenário e Adereços: Paula Mares e Kelly Siqueira
Visagismo: Eduardo Figueiredo
Maquiagem: Thiago Baréa
Perucas: Wellington Fontenele
Light designer: Gabriele Souza
Fotos de divulgação: Henrique Butcher
Ambientação fotos de divulgação: Ricardo Ishihama
Projeto de vídeo e projeções: Jonas Golfeto
Direção musical e trilha original: Guga Stroeter
Preparação corporal e movimento cênico: Roberto Alencar
Produção executiva: Paulo Travassos
Assistente de produção: Renan Correia
Administração: Paulo Paixão
Financeiro: Thaiss Vasconcelos
Leis de Incentivo: Renata Vieira
Assessoria de imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
Correalização e produção: Manhas & Manias Projetos Culturais
Realização: Governo do Brasil e CCBB

Serviço
‘Elogio da Loucura’
28 de maio a 28 de junho de 2026
Quinta a sábado, 19h | Domingo, 18h
Classificação indicativa: 16 anos
Gênero: Tragicomédia
Duração: 80 minutos 
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada) à venda na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura
 
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, nº 66, Centro, Rio de Janeiro, RJ
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças)
ATENÇÃO: domingos, das 8h às 9h – horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).
Contato: 21 3808-2300 | ccbbrio@bb.com.br
Mais informações: bb.com.br/cultura

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