Nesta entrevista para a Revista Vislun, Valéria Peixoto fala sobre sua relação com o crochê, iniciada ainda na infância ao lado da avó. A empreendedora compartilha seu processo criativo, a valorização do handmade na moda contemporânea e os desafios de transformar a arte artesanal em identidade profissional. Entre memórias, fios e novas possibilidades, Valéria revela como o crochê segue atual, sofisticado e atemporal.


Chico Vartulli – Olá, Valéria! Por que você se considera uma empreendedora do saber artesanal do crochê?

Valéria Peixoto – O empreendedorismo está na busca e realização da moda atual. Estou sempre buscando novos materiais, novos conceitos e, assim, fazendo criações que agradem ao meu público.

Chico Vartulli – Quando você começou a se interessar pela prática do crochê?

Valéria Peixoto – Aos 10 anos de idade, pois amava ver minha avó paterna criando suas peças.

Valéria Peixoto posa com uma de suas bolsas artesanais em crochê, criação que traduz elegância, sofisticação e identidade handmade contemporânea. — Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Chico Vartulli – Como se deu o seu aprendizado na área?

Valéria Peixoto – Foi naturalmente. Deixava de brincar para ir para a casa da minha avó aprender o crochê, entre outras técnicas artesanais, com ela. Em 2019, com os filhos crescidos, resolvi me dedicar mais ao crochê. Foram dias de estudo, pesquisa de material e aprendizado de vários pontos diferentes. Só assim você consegue desenvolver uma peça única.

Chico Vartulli – Como se caracterizam as suas produções de crochê?

Valéria Peixoto – Minhas peças são contemporâneas, chiques e atemporais. Cada peça é criada com muita dedicação e afeto. Na peça artesanal, tudo tem que ser pensado cuidadosamente, desde o tipo de fio até a finalização propriamente dita.

Chico Vartulli – Quais são as suas principais criações?

Valéria Peixoto – Minhas bolsas. Tenho clientes que possuem várias, uma de cada modelo. Recentemente, as blusas também ganharam muito destaque.

O estilo de Valéria Peixoto e a delicadeza de sua arte artesanal em crochê, marcada por sofisticação, afeto e identidade contemporânea. — Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Chico Vartulli – Por que você afirma que o crochê é eterno?

Valéria Peixoto – O crochê é uma arte milenar. As pessoas sempre gostaram de ter alguma peça “handmade”. Antigamente, era mais utilizado para crianças, bebês e decoração de casa. Atualmente, estamos passando por um crescimento e um reconhecimento do “handmade”. Vemos o crochê em todas as grandes marcas do mercado de luxo.

Chico Vartulli – Quais são os seus planos futuros?

Valéria Peixoto – Espero que continuem surgindo mais variedades de fios para que nós, crocheteiras, possamos criar peças cada vez mais diferenciadas. Outra iniciativa que está em meus planos é passar a dar aulas de crochê. Minha formação acadêmica é em Pedagogia e estou avaliando, após vários pedidos, unir as minhas duas profissões.

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Coluna comandada por Chico Vartulli, Vivências internacionais trazem uma série de entrevistas com personalidades onde falam sobre suas experiências e curiosidades no exterior sobre cultura, arte e diversão.

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