Uma realização da Dellarte. Espetáculo da companhia Momix.

Um espetáculo de luzes, cores, imagens, sons, coreografias e efeitos ilusionistas que fizeram do palco do Theatro uma verdadeira obra de arte.

Visualizou-se o mundo da Botânica em sua plenitude: flores, insetos, pássaros, fósseis, árvores, peixes, figuras mitológicas, as estações do ano. Todos esses elementos representados por uma engrenagem que mescla corpos, ritmos, figurinos e iluminação. Visual incrível!

As coreografias criadas sob a direção de Moses Pendleton deixam transparecer técnica, exigência física e ritmo pulsante e intenso, associados a efeitos visuais e de ilusionismo, que dão um upgrade a mais ao espetáculo. Essa mescla da dança e de técnicas ilusionistas produz um espetáculo ímpar, elegante, de classe e emocionante.

Consoante às apresentações coreográficas, ao fundo há uma grande tela de projeções que exibe imagens associadas às cenas. Portanto, há uma conexão entre as coreografias e o audiovisual.

Bailarinos de Momix: Botânica em cena que explora formas da natureza por meio da dança contemporânea e do ilusionismo. — Foto: Divulgação

Os figurinos criados por Phoebe Katzin, Moses Pendleton e Cynthia Quinn são criativos, de bom gosto, coloridos, adequados a uma apresentação de dança contemporânea e facilitam os movimentos coreográficos realizados pelos bailarinos. Ganham destaque os figurinos das calêndulas, centauros, girassóis e criaturas noturnas.

Bastante criativa, grandiosa e bem produzida, a marionete criada por Michael Curry de um fóssil de animal extinto!

A trilha sonora é diversificada, de qualidade, poética e conectada às cenas. Ouvimos desde Primavera, de Antonio Vivaldi, passando por ritmos tribais e até o canto dos pássaros.

Marionete de fóssil criada por Michael Curry integra uma das cenas de Momix: Botânica. — Foto: Divulgação

No nosso ponto de vista, em função também do retorno do público, que vibrou intensamente, os melhores momentos foram: as calêndulas florescem; a chegada dos centauros; aqua flora; tentilhões-girassóis. A parte final, A Última Folha, é arrebatadora!

Botânica é um espetáculo sensível, lúdico e apaixonante, que revela a íntima conexão dos seres humanos com a natureza. Essa química tem que continuar!

Excelente produção de dança contemporânea!

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Alex Varela é colunista da Revista Vislun, historiador e professor da UERJ, com foco em cultura. Seus artigos trazem análises críticas, cobertura de espetáculos e exposições, além de reflexões sobre o cenário cultural brasileiro contemporâneo.

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