São técnicas e recursos visuais para dar movimento ou a impressão de movimento à obra.

O movimento que explora a ilusão óptica é a melhor definição para explicar o cinetismo, corrente artística da década de 50 que guiou a coleção “Into the High” da Artemisi apresentada na SPFW58.

A estética punk das HQs aparece em vários looks, como no conjunto de perfecto e mini-saia cobertos por cintos de tachas, alfinetes, correntes e finalizado com stocking boots.

As peças destroyed, delavê e patchwork. Em contraponto, propõe imagens mais etéreas em branco e transparências, nos looks bordados com pérolas e apliques de acrílico estilo chandelier.

Mayari trabalhou com formas tridimensionais, pinturas hiper-realistas e manualidades para criar volumes. Destaque para o look motorizado, que reforça o conceito de cinetismo: quando o motor é acionado os designs interagem entre si formando novos efeitos. E, ainda, para a impressão 3D com fundição em resina e peças adornadas com mais de 70 mil cristais aplicados manualmente.

Propondo a fusão entre tecnologia e o feito à mão, a Artemisi encerrou a noite de quinta-feira, no SPFW. A estilista Mayari Jubini partiu do cinetismo, expressão artística moderna que surgiu na década de 1950 e que promove o movimento ou a ideia dele para dar vida à ideia de rompimento das roupas com o caráter estático em 2D e estático.

Texto e Montagem – Francisco Martins – Jornalista de Moda
COLEÇÃO INTO THE HIGH – ARTEMISI @artemisigallery

Compartilhar.

Formado em jornalismo de moda e Stylist pela ENMODA – SP e Modelo, Manequim e Vitrinismo profissional pelo SENAC, já participou de grandes campanhas de moda no Brasil e exterior.

Comentários estão fechados.