O espetáculo “Bilica Chorona, a peça” estreia no Sesc Tijuca no dia 9 de maio, sábado, e segue em cartaz até 14 de junho, domingo. A direção é de Isaac Bernat e a dramaturgia de Marcia Zanelatto – ambos premiados e com uma trajetória de destaque no teatro brasileiro. O projeto parte do livro homônimo de Isabelle Borges

Voltado para o público infantojuvenil, o espetáculo conta a história de Bilica, uma menina muito chorona que, durante seu processo de amadurecimento, descobre novas formas de lidar com seus sentimentos, conflitos e desejos. 

Nas palavras do diretor Isaac Bernat, “a peça convida as crianças a expressarem suas emoções e a acreditarem no poder libertador da imaginação.” Trata-se de uma narrativa que  evidencia a importância de relações familiares mais abertas à escuta e à compreensão das emoções infantis. 

Bilica é vivida pela atriz Paula Furtado, jovem talento que divide o palco com Fábio Freitas e Raquel Penner – dois atores que se desdobram em múltiplos personagens ligados ao cotidiano e à subjetividade da ‘menina chorona’.

Raquel marcou presença recentemente com  o Prêmio Cenym de Teatro Nacional de Melhor Monólogo de 2024, pela sua atuação no solo Cora do Rio Vermelho, que  também tem direção de Isaac Bernat. Fábio foi premiado no 50º FENATA, em 2022, pela sua interpretação no solo Cão Chupando Manga, do qual é coautor.

Isabelle Borges aparece em cena como uma figura que encarna o olhar onírico que atravessa o percurso de Bilica. “É muito emocionante ver a Bilica ganhando vida no teatro. É uma história inspirada na minha infância, mas desejo que encante também os adultos”, comenta a autora do livro.

A direção musical e as músicas são assinadas pela pianista e compositora Cláudia Castello Branco. Ela faz parte do Duo Gisbranco, já dividiu o palco com artistas como Chico César, Mpb4 e Jaques Morelenbaum,  além de ter recebido o prêmio Profissionais da Música (2023), na categoria Autora – Música e Letra. 

A equipe criativa reúne outros profissionais renomados como a professora, arquiteta e cenógrafa premiada Doris Rollemberg; a atriz e cantora premiada Soraya Ravenle; a figurinista  Margo Margot, que já vestiu nomes como Sonia Braga e Zezé Motta; e Aurélio de Simoni – iluminador multipremiado que completa 50 anos de carreira em 2026. Juntos, criam soluções versáteis que transportam o espectador para o universo lúdico e poético da infância.

“Bilica Chorona, a peça” lança um olhar sensível sobre as emoções e a empatia nas relações familiares, em contraponto a um cotidiano cada vez mais mediado pelas telas. Ao reconhecer o choro como expressão legítima da infância, o espetáculo reforça a importância de uma escuta atenta e de vínculos mais abertos ao diálogo. A peça também sublinha a potência da literatura voltada ao público jovem e reposiciona a vulnerabilidade não como fragilidade, mas como força capaz de sustentar relações mais humanas.

Cena de “Bilica Chorona, a peça”, espetáculo dirigido por Isaac Bernat em cartaz no Sesc Tijuca. — Foto: Divulgação / Reprodução

Sinopse

O espetáculo “Bilica Chorona, a peça” foi criado a partir do livro de Isabelle Borges, tem dramaturgia de Marcia Zanelatto e direção de Isaac Bernat. A peça  conta a história de Bilica, uma menina muito chorona que, durante seu amadurecimento, descobre novas formas de lidar com suas emoções. A narrativa reforça a importância de relações familiares saudáveis e abertas à escuta e compreensão das emoções infantis. No elenco, Paula Furtado (Bilica), Fábio Freitas e Raquel Penner e Isabelle Borges.Minibios

Isaac Bernat é ator, diretor, professor de interpretação da Faculdade Cal de Artes Cênicas, doutor em Teatro pela UNIRIO e autor do livro “Encontros com o griot Sotigui Kouyaté”. Ao longo da carreira já recebeu inúmeros prêmios, entre eles CBTIJ pela direção de “A História de Kafka e a Boneca Viajante” e Zilka Salaberry, pela direção de “Lili, uma história de circo” (Lícia Manzo) . Já participou de mais de 100 montagens durante sua trajetória. Entre as peças que dirigiu, destacam-se: “Cora do Rio Vermelho” de Leonardo Simões; “Querida Helena Serguêievna” de Ludmila Razumovskaya; “ O Encontro entre Malcolm X & Martin Luter King Jr” de Jeff Stetson; “Carolina Maria de Jesus – EU AMARELO”, de Elissandro de Aquino; “Deixa Clarear” e “Por Amor ao Mundo – Um Encontro com Hanna Arendt”, ambas de Marcia Zanelatto, e “Calango Deu”, de Suzana Nascimento. 

Marcia Zanelatto é dramaturga, roteirista, libretista e biógrafa. Sua obra no teatro soma mais de 30 peças, com diversas indicações e prêmios. Recebeu o lnternational Brazilian Press Awards pelo projeto Rio Diversity (UK) e o Prêmio APTR de Melhor Dramaturgia por Desalinho. Foi comissionada pelo Royal Exchange Manchester Theatre (UK) e realizou importantes parcerias com o Theatre503 (UK), Martin Segal Theatre/ Nova York no Pen World Voices (EUA) e Teatro Trigo Limpo ACERT (PORT). Suas peças já foram traduzidas pro Inglês, Francês, Espanhol e Sueco. Há dez anos oferece a Oficina Secreta de Dramaturgia Somente para Mulheres em todo o Brasil. Coordena o curso de Pós-graduação Dramaturgias: Formação Crítica e Criativa, na CAL.

Isabelle Borges é brasiliense e vive no Rio de Janeiro desde 2015. É poeta, artista multilinguagem e educadora. Formada em licenciatura e Mestre em Psicologia pela Universidade de Brasília (UnB), estreou na literatura, em 2018, como escritora revelação na antologia “No Fundo de Doze Histórias Corre um Rio”. É autora do livro “Antes de Morrer um Poema” e de “Bilica Chorona”, livro infantil adotado na Secretaria Municipal de São Paulo, traduzido para o italiano pela Universidade de Bolonha e que agora ganha vida como espetáculo teatral. É co-fundadora da CasaPoama, espaço criativo em torno da palavra e da escrita.

Paula Furtado é atriz bacharel pelaCAL, produtora, multiartista e co-fundadora do coletivouma película. Idealizou, produziu e atuou na”Mostra Mulheres da Palavra” (Lei Paulo Gustavo/2024)e atua nos monólogos“Tenho Quebrado Copos” e “ALEITO”. No cinema, destacam-seNada de Bom Acontece Depois dos 30″, exibido no Short Film Corner, em Cannes (2021) e o premiado curta “DANI” (2013). Sua trajetória teatral inclui obras comoMeu Coração” (2022), “Bestas Urbanas” (2019), “O Caos Reina” (2018),  “Parto” (SESI/Lei Aldir Blanc/2018), entre outras. Exerce forte papel na criação e gestão cultural, assinando assistências de direção de Isaac Bernat e a produção de espetáculos como “A COISA” de André Dale, George Sauma e Leandro Soares. 

Raquel Penner Atriz formada pelo Curso de Formação Profissional de Atores da UFF. Em 2026 celebra 20 anos de carreira no teatro, com participações em TV e cinema. Seu solo Cora do Rio Vermelho (direção Isaac Bernat) já foi apresentado em mais de 25 cidades brasileiras e venceu o Prêmio Cenym de Teatro Nacional como Melhor Monólogo de 2024. Indicada Melhor Atriz no prêmio Zilka Salaberry 2010 com o espetáculo “O RICO AVARENTO E OUTRAS HISTÓRIAS de Ariano Suassuna”. Trabalhou com Fernando Philbert, Leonardo Simões, Claudia Ventura, Alexandre Dantas, Joana Lebreiro entre outros diretores de destaque.

Fábio Freitas Ator, palhaço, brincante e performer. Integra o Teatro de Anônimo, grupo com 40 anos de pesquisa no teatro popular e no circo. Sua trajetória é atravessada por encontros com importantes nomes do riso, como o Grupo Lume (Campinas/SP), Leris Colombaioni (Itália), Sue Morrison (Canadá) e Avner Eisenberg (EUA). Atua também como professor de palhaçaria e diretor de números e espetáculos que têm na linguagem circense o fundamento de sua comunicação. Está em cena nos espetáculos de repertório do seu grupo e em parcerias com o Coletivo Mão, o Grupo Pedras e o Grupo Monjuá, onde atua como diretor artístico. Em 2022, estreou seu solo Cão Chupando Manga, com direção de Sidnei Cruz.

FICHA TÉCNICA:

Obra original: Isabelle Borges
Dramaturgia: Márcia Zanelatto
Direção: Isaac Bernat
Assistente de Direção: Mila Moura
Elenco: Fábio Freitas, Isabelle Borges, Paula Furtado e Raquel Penner
Direção de Movimento e Preparação Vocal: Soraya Ravenle
Música e Direção musical: Claudia Castelo Branco
Voz na música “Una furtiva lagrima”: Ricardo Gaio
Percussão nas músicas “Fundo do Mar” e “Canção da Lágrima”: Diego Zangado
Iluminação: Aurélio de Simoni
Cenário: Doris Rollemberg
Costura cenário: Nice Tramontim. 
Cenotécnico: Uirá Clemente
Pintura artística: Carlos Augusto
Figurino: Margo Margot
Costureiras: Ateliê Marinice Alcantara e Maria de Fátima Monteiro.
Assessoria de Imprensa: Cristiana Lobo
Fotografia: Dalton Valério
Programação Visual: Bianca Oliveira
Mídias Sociais: Lua Blanco
Intérprete de libras: Taíza Batista
Operador de Luz: Marcelo de Simoni 
Operador de Som: Rafa Barcelos
Complemento de som: Fernando Capão 
Montagem de Microfones: Michael Braga
Contrarregra: Eduardo Santos
Direção de Produção: Fernanda Pascoal | Pagu Produções Culturais
Produção executiva: Ana Flávia Massadas | Pagu Produções Culturais
Assistente de produção: Marina Dib
Coordenação de produção: Núcleo – Núcleo de Ensino e Pesquisa de Artes Cênicas

MAIS INFORMAÇÕES:

Bilica Chorona
Data: de 9/5 (sábado) a 14/6 (domingo)
Dias da semana: sábados e domingos, às 16h 
Única apresentação na 6ª feira, dia 22/5: 11h e 15h
Sessões com intérprete de libras: 16/05, 23/05 e 06/06
Local:  Sesc Tijuca – Teatro I
Endereço: Rua Barão de Mesquita, 539, Tijuca, Rio de Janeiro
Ingressos: R$  14 (associado do Sesc), R$ 10 (meia-entrada), R$ 18 (conveniado), R$ 20 (inteira), Gratuito (PCG)
Vendas: no site Ingresso.com e na bilheteria do teatro
Classificação: Livre

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