Íconte da cultura brasileira e autora de uma das marchinhas de carnaval mais famosas de todos os tempos “Abre Alas”, Francisca Edwiges Neves Gonzaga, ou simplesmente Chiquinha Gonzaga, foi uma mulher à frente de seu tempo. Seu instrumento inseparável era o piano, onde compunha inúmeras canções.

Trazido da Europa pela compositora em 1909, o piano alemão da marca RONISCH (fabricado em 1902) pertenceu a Chiquinha Gonzaga até 1935, ano de sua morte. O piano aparece na última foto de Chiquinha, tirada em 1932 na ocasião de seu aniversário.

Piano Chiquinha – FOTO – Última foto de Chiquinha Gonzaga a artista aparece com seu piano – Divulgação

Em 1960, foi doado para  o Museu dos Teatros (RJ) por Joãozinho Gonzaga, último companheiro de Chiquinha, e lá permaneceu até 2014. Na época, o estado de conservação do piano de Chiquinha Gonzaga era péssimo. Estava sendo corroído por cupins.

Foi quando o piano passou para o acervo da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que desenvolveu um projeto de recuperação do instrumento histórico.  Após três meses de trabalho, o instrumento foi cuidadosamente restaurado por especialistas e pôde ser admirado no foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro a partir de dezembro de 2022. Os restauradores responsáveis foram Marcelo Fraga Lima Motta e Yedda de Oliveira Bello.

Piano Chiquinha – FOTO – Piano restaurado em 2014, no Foyer do TMRJ – Foto Marcelo Fraga Lima Motta

No final de 2021, pelas mãos do restaurador de instrumentos musicais Gutemberg, o piano passou por uma higienização interna, restauro dos martelos e reposicionamento da máquina. O piano, que antes estava sem poder ser tocado, agora tem sua principal função restaurada. Para sua preservação, não é permitido o manuseio do piano sem autorização do Centro de Documentação do TMRJ.

O piano, agora restaurado, é parte da memória da cultura e da música popular brasileira.

Fonte: Site Chiquinha Gonzaga e Theatro Municipal do Rio de Janeiro

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Jornalista, assessor de comunicação e produtor cultural, o carioca Rodolfo Abreu atua na área há mais de 20 anos. Estudioso e amante da cultura pop, publicou dois livros, produziu shows e encontros com artistas e realizou o seminário “Videoclipe: música, imagem e revolução na cultura pop” na Fundação Casa de Rui Barbosa e no Centro Cultural da Justiça Federal.

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