Até o dia 25 de junho, a Galeria Lourdes apresenta a exposição “Agora Insular”, da artista brasileira Ana Durães, numa mostra inspirada na paisagem, luminosidade e natureza da Madeira. A inauguração decorreu com a presença do Embaixador da CPLP e do Conselheiro Cultural da Embaixada, assinalando um momento de particular relevância cultural e institucional.

A exposição reúne um conjunto de pinturas que exploram uma linguagem entre o figurativo e o abstrato, marcada pela vitalidade da natureza, pela intensidade da luz e pela experiência sensorial do território insular. Flores, árvores, montanhas, vinhedos, bananeiras e o mar madeirense surgem reinterpretados através de uma pintura expressiva e luminosa, onde realidade e imaginação se cruzam constantemente.

Natural de Diamantina, Minas Gerais, Ana Durães iniciou os seus estudos na Escola Guignard, em Belo Horizonte, em 1981, concluindo a licenciatura na Escola de Belas-Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1987. A artista divide atualmente a sua vida entre o Rio de Janeiro, Lisboa e diversas viagens que influenciam profundamente o seu percurso criativo. “Agora Insular” resulta de um processo artístico desenvolvido ao longo dos últimos três anos, fortemente inspirado pela flora e pelas paisagens da Madeira. A convite do Engenheiro Aurélio Tavares, Ana Durães realizou, no passado mês de fevereiro, uma residência artística na Galeria Lourdes, onde desenvolveu parte significativa das obras agora apresentadas ao público.

O texto curatorial, assinado por Durval de Barros, destaca a forma como a artista “extrai a luz da natureza e a entrega como um ramo de flores”, sublinhando a dimensão visionista e contemporânea da sua pintura.

O Embaixador do Brasil na CPLP, Juliano Nascimento, Ana Durães e a Embaixatriz Sandra Alvarenga, prestigiaram a inauguração da exposição “Agora Insular”, da artista brasileira Ana Durães, na Galeria Lourdes, na Ilha da Madeira. — Foto: Divulgação

“Árvores solitárias, flores e folhas em paisagens vivas ou naturezas-mortas sempre vibram na sua pintura. Mas, nesta exposição, surge o mar com seu brilho a circundar montanhas e vales, bosques, vinhedos, bananeiras. Tudo recriado em arte que nos põe diante da dúvida ou da ambiguidade recorrente: o que vemos vem do real ou do imaginário? É êxtase contemplativo ou visão onírica?

Por isso, Ana Durães é barroca, mas é pop também, em grafias quase explosivas, e, mais além, é contemporânea, na síntese singular sobre o espaço visível. Ao transpor os limites da representação, sua arte visionista e visionária – palavras do poeta Augusto de Campos – repõe a natureza na pintura, não em  retratos estáticos, e sim em mutações do que é visto e de quem vê: flores a florescerem, luz a luzir e ilha a maravilhar”. (Durval de Barros).

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