A estética do jazz, o modo de vestir de seus músicos e a elegância das roupas de gala aparecem como base da coleção. O ponto de partida foi a faixa do smoking, elemento de styling que orientou a criação antes de ganhar destaque nas passarelas.



A coleção apresentou modelagens inovadoras: os paletós foram transformados em macacões e bodies. As gravatas foram redimensionadas e transformadas em tops de frente única ou coletes. As calças e bermudas ganharam pregas inversas, sobreposições e proporções ampliadas próximas aos tornozelos. Ombreiras e faixas-smoking também marcaram presença na passarela. Os materiais utilizados foram lã fria, linho, couro e piquê de algodão.



A paleta de cores do desfile teve como foco os tons neutros de branco, preto e cinza. Já os tecidos de lã fria, linho e couro apareceram em peças que desafiaram as modelagens tradicionais. Os paletós surgiram como macacões e bodies, enquanto calças e bermudas ganharam pregas inversas, sobreposições, forros à vista e movimento. As ombreiras maxi se repetiram na passarela elegante e imponente da marca. As faixas-smoking foram protagonistas. A coleção, inteiramente feita à mão, como pede a tradição da alfaiataria sob medida, também subverteu as gravatas-borboletas ao apresentá-las em proporções maximizadas.


As gravatas ganharam novas proporções e funções: as borboletas foram reinventadas em forma e tamanho, enquanto a gravata tradicional se transformou em gravata-colete, uma espécie de colete de frente única preso ao pescoço. A experimentação chegou também à modelagem, com paletós transformados em bodies.

O conceito de beleza híbrido gerou esse efeito visual: uma franja perfeitamente lisa, esticada e platinada, colocada sobre o cabelo natural, desconstruiu a estética tradicional da beleza apresentada no desfile.
Por Francisco Martins — Colunista de Moda
João Pimenta — Verão 2027 — SPFW
@joaopimenta


