O Caminho Niemeyer, em Niterói, funcionou como uma espécie de elo entre a colaboração e este novo momento da marca.




Os moletons, com releitura da marca em parceria com Oscar Niemeyer, ganharam ainda mais significado diante da escolha do cenário: o Caminho Niemeyer, em Niterói, funcionou como uma espécie de elo entre a colaboração e este novo momento da marca. A paisagem, a arquitetura e a coleção construíram uma sólida narrativa que deixou claro que a Carnan não está de brincadeira.



O styling criativo utilizou acessórios e sobreposições em grande destaque no desfile, como elementos que melhor traduziram essa estratégia de estabelecer a Carnan em um território singular dentro do cenário atual. São peças que extrapolam o papel de complemento e apontam para um futuro em que a marca também pode ser reconhecida pelo desejo gerado por seus produtos.




Se o homem Carnan parece circular pela coleção com um certo descompromisso, como quem veste a roupa sem precisar provar nada, a mulher sabe exatamente a que veio. Ela gosta de se vestir, entende o poder da roupa e não faz questão de esconder isso.


Mas o protagonismo feminino foi a grande surpresa da tarde. Os decotes estabeleciam uma clara conversa com as formas de Niemeyer, revelando o corpo e criando uma sensualidade sinuosa, quase arquitetônica, em sintonia com a paisagem ao redor. Havia algo sinuoso e provocador ao mesmo tempo, delicado sem perder a intenção.
No masculino, destaque para as texturas frontais em bermudas e calças de alfaiataria, assim como para a camisaria e as faixas na cintura, que remetiam às faixas de smoking em versão casual. “De curvas é feito todo o universo”.
POR FRANCISCO MARTINS – COLUNISTA DE MODA
CARNAN – Coleção “De curvas é feito todo o universo”
@carnan


