A soprano Georgia Szpilman foi a protagonista da apresentação, narrando a trajetória de vida da maestrina de forma poética, simpática e descontraída.

Além de assumir a função de narradora, Georgia também foi a responsável por cantar as canções de Chiquinha, realizando de forma notável, com um timbre suave, delicado e afinado.

Mas, Georgia não cantou apenas. Ela também interpretou com uma técnica perfeita, e emocionou. Ela transbordou emoção, contagiando a todos os presentes.

O repertório apresentado iniciou com a polca Anita, seguindo com Machuca, A Corte na Roça, Mulatinha, Meditação, A Feijoada, A Rapariga, Lua Branca, Corta-Jaca, Água de Vintém, Atraente, entre outras. Ela encerrou com O Abre-Alas, de forma exitosa e solicitação de bis.

Foto: Cláudia Tisato 

Uma andorinha só não faz nada acontecer! E Georgia esteve acompanhada durante todo o espetáculo por dois músicos. Eles se exibiram de forma entrelaçada com perfeita harmonia, numa sincronia que ocorreu quase num nível telepático com este trio.

No piano estava Maria Luisa Lundberg tocando de forma magistral as canções, com uma melodia envolvente.

E Moisés Santos no clarinete (1º clarinete  da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – OSTM).

O trio completamente ajustado e afinado apresentou um espetáculo de alto nível de qualidade.

E bastante pertinente ter acontecido em março, no mês da mulher, e em homenagem a maestrina e compositora Chiquinha Gonzaga, mulher, rebelde, e de um humor para lá de bom!

Excelente produção musical!

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Alex Varela é colunista da Revista Vislun, historiador e professor da UERJ, com foco em cultura. Seus artigos trazem análises críticas, cobertura de espetáculos e exposições, além de reflexões sobre o cenário cultural brasileiro contemporâneo.

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