A nova coleção com conceito náutico, mas nada de âncoras ou marinheiros suados, o diretor criativo Ludovic prefere as criaturas mitológicas, etéreas e lânguidas do fundo do mar.  Inspiração em contos eróticos com suas deusas subaquáticas emergem em vestidos que evidenciam a silhueta, outras que revelam o limite do que pode ser revelado. Os longos são todos sereia.

A coleção nomeada “Le Naufrage”, mas não por referências ao mundo náutico que a marca tanto explorou em sua história — As naufragas de hoje mais se assemelhavam a ninfas by Ludovic de Saint Sernin.

Em uma das viagens oceânicas no verão 2008, quando Gaultier se inspirou em piratas. O diretor criativo Ludovic escolheu para homenagear essa coleção em especial, com vestido de âncora, acessório para cabeça em formato de caravela e rodas de leme na altura dos seios. Há também vestido bordado que parece sujo de areia, calças jodhpur usadas com casaquetos e conjunto de látex com textura croco agarrado ao corpo – um aceno à fase em que Gaultier foi diretor criativo da Hermès (de 2003 a 2010). 

Texto e Montagem – Francisco Martins – Jornalismo de Moda
COLEÇÃO LE  NAUFRAGE  – JEAN PAUL GAULTIER  @jeanpaulgaultier

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Francisco Martins é colunista da Revista Vislun, stylist e especialista em moda. Escreve sobre tendências, estilo e comportamento.

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