Depois que desceu a serra fluminense, onde residiu e manteve ateliê por quase 40 anos, Luiz Aquila vem marcando território por todo o Rio de Janeiro. Tendo se instalado recentemente no Flamengo com novo ateliê na Praia de Botafogo, a agenda está mais cheia do que nunca: da Lapa e Centro indo até a Gávea, somente no mês de setembro ele participa de três eventos.
Até o dia 17 de outubro, expõe a tela “A pintura e o título também perdido” no Centro Cultural Correios do Centro, onde acontece o Festival do Térreo, produzido e realizado por Paulo Branquinho. Também no mês de setembro acaba de inaugurar, junto a 40 artistas, a coletiva “Vir a Existir” no Museu Histórico da Cidade com a série “Novelo Mexicano”, produzida em acrílica, lápis de cor e pastel, totalizando 15 telas de 50 por 40cm cada. O políptico funciona tanto em conjunto quanto separadamente e foi inspirado numa viagem que fez ao México no final de 2025. O nome faz um trocadilho com novela mexicana e novelo de lã.

No dia 17, estará na mostra “Ao Rigor do Abstrato”, no Espaço Cultural IBLHA, sob curadoria de Alexandre Murucci. Um dia depois, terá quatro bandeiras espalhadas pela Lapa no Festival Bandeiras do Rio, evento organizado por Paulo Branquinho que integra o calendário da Semana de Arte do Rio, uma iniciativa da Prefeitura do Rio.
Mas não é “só”. Sua permanência a nível do mar turbinou a produção e rendeu muitos frutos. Desde o ano passado, realizou as individuais “Panorama do Ateliê” – que ocupou três salas no Paço Imperial, sob curadoria de Lauro Cavalcanti e reuniu cerca de 60 trabalhos recentes, entre pinturas, desenhos, gravuras e serigrafias – e “A Escolha do Artista”, na Galeria Patrícia Costa. Em março de 2026 fez parte das comemorações pelos 40 anos do Paço Imperial na coletiva “Constelações”, onde apresentou outra série inédita, “Impregnação e sensação”, Aquila chamou de jogral de papel as obras produzidas em tinta acrílica que ressignificaram as paisagens vivenciadas na viagem de 15 dias que fez ao México em outubro do ano passado.


