Companhia de Dança Deborah Colker realiza em 2026 a circulação pelo Brasil do seu mais recente trabalho intitulado “Remix”, que reúne cenas icônicas extraídas de “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014), incluindo as coreografias com os vasos suspensos e a roda gigante. Depois de passar por várias cidades do Sul do país, o espetáculo faz uma curta temporada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, de 3 a 7 de junho

A Companhia de Dança Deborah Colker é apresentada pelo Ministério da Cultura e Petrobras e tem patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet.

A ideia desse “Remix” surgiu em 2025 quando a coreógrafa Deborah Colker foi agraciada com o título de Cidadã Honorária de Mesquita, cidade situada na Baixada Fluminense. No dia da cerimônia, havia uma exposição fotográfica com uma retrospectiva da atuação de Deborah e crianças que se dedicam à dança fizeram uma apresentação inspirada em espetáculos da Companhia. “Ficamos muito emocionados com a homenagem das crianças. Percebemos que nossas três décadas de trabalho já estão deixando um legado”, relembra o diretor executivo e cofundador João Elias. 

A pianista e a bailarina em cena traduzem a fusão entre música e movimento que marca o espetáculo “Remix”, nova montagem da Companhia de Dança Deborah Colker. — Foto: Flavio Colker / Divulgação

O desafio de Deborah e Elias passou então a ser a escolha por cenas dentre quinze trabalhos. Essas cenas precisariam ainda atender a dois critérios: ser ao mesmo tempo impactantes para o reencontro com o público e demonstrar a potência criativa da Companhia. A decisão foi finalizada com a seleção da coreografia “Paixão” do espetáculo “Vulcão” (1994), a cena “Delírios” de “Belle” (2014), “As Meninas” e “Vasos” de “4×4” (2002) e as coreografias “Gravidade” e “Roda” do espetáculo “Rota” (1997).

O resultado dessa remixagem tornou-se a produção mais ousada da Companhia. “São toneladas de equipamentos, muitas pessoas envolvidas e uma grande estrutura de montagem”, conta o diretor executivo. O elenco conta com 16 bailarinos que dançam com uma cortina gigantesca de 12 metros, 90 vasos e uma roda com 5 metros de diâmetro, em dois atos que reservam muitas surpresas. “São atos com emoções diferentes. No primeiro, há o encontro com os sentimentos mais densos e explosivos. No segundo, tem a alegria e a leveza”, explica Elias, que também assina a dramaturgia.

“Remontar não é só repetir os movimentos. O mais difícil é lembrar o contexto da criação. O pensamento que deu origem ao movimento”, pontua Deborah, contabilizando que a viagem mais longa, no tempo e na memória, é de 32 anos, no princípio da Companhia quando coreografou “Paixão” para o espetáculo “Vulcão”. 

Cena do espetáculo “Remix”, da Companhia de Dança Deborah Colker, destaca a força cênica e a expressividade do elenco em coreografias marcadas por emoção e intensidade. — Foto: Flavio Colker / Divulgação

Para Deborah, “Remix” também direciona o olhar para além do próprio repertório. “Desde 2024, venho enfrentando duras batalhas na vida pessoal que me forçaram a olhar ainda mais para dentro de casa. Minha família e a Companhia são a minha vida”, destaca a coreógrafa, que avisa que o novo trabalho é um convite para o reencontro com diferentes fases de criação. “Como toda obra de arte, um livro que você relê, uma música que você ouve outra vez, um filme que você revê, o público vai sentir novas emoções com ‘Remix’”. 

A equipe criativa se completa com a direção de arte de Gringo Cardia, que assina todos os cenários originais. Os figurinos ficam sob a responsabilidade de Claudia Kopke, que atualiza os originais de Yamê Reis e Samuel Cirnansck. Berna Ceppas conduz a fusão da trilha sonora. A adaptação dos projetos de iluminação a partir dos originais de Jorginho de Carvalho foi feita por Eduardo Rangel.

“Remix” é o terceiro projeto especial que remasteriza o próprio repertório da Companhia. Mas, diferencia-se de “Mix” (1995) e “Vero” (2016) justamente pela dramaturgia que, desta vez, ao invés de dois, cria um fio condutor para quatro espetáculos emblemáticos, que igualmente mostram ao público a inventividade e a ousadia, características marcantes dos espetáculos da Companhia de Dança Deborah Colker.

SINOPSE
REMIX. O espetáculo reúne cenas icônicas extraídas de “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014). A dramaturgia convida o público a viver e reviver emoções em uma experiência inédita, que demarca a produção mais ousada já realizada pela Companhia para os palcos de teatro.

Os bailarinos da Companhia de Dança Deborah Colker exploram movimentos precisos e uma forte composição visual em cena de “Remix”, espetáculo que une dança, emoção e impacto estético. — Foto: Flavio Colker / Divulgação

FICHA TÉCNICA
Criação e Direção DEBORAH COLKER  
Direção Executiva e Dramaturgia JOÃO ELIAS  
Direção Musical BERNA CEPPAS 
Direção de Arte GRINGO CARDIA  
Figurinos  
CLAUDIA KOPKE (supervisão de figurino)  
YAMÊ REIS (criação original) 
SAMUEL CIRNANSCK (criação original) 
Desenho de Luz JORGINHO DE CARVALHO 

SERVIÇO
REMIX – COMPANHIA DEBORAH COLKER
Data e horário: 03, 04, 05/06 (quarta a sexta), às 19h30 | 06 e 07/06 (sábado e domingo), às 16h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, S/Nº – Centro)
Capacidade: 2.222 lugares
Ingressos: de R$25,00 (meia-entrada) a R$220,00 (inteira) 
Vendas online: https://feverup.com/m/609762?preview=92176726
Classificação etária: 10 anos
Duração: 100 minutos (com intervalo)

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Conteúdo sob a linha editorial da Revista Vislun, com informação, tendências atuais e olhar crítico contemporâneo.

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