Com texto de Dora Castellar e Tônio Carvalho, a peça Norma, que estreia em 15 de março em São Paulo, se desenrola a partir de um encontro casual entre dois desconhecidos, Norma e Renato, vividos nessa montagem por Nívea Maria e Rainer Cadete. A montagem tem direção de Guilherme Piva.

A solitária Norma está de mudança para o apartamento onde Renato era o antigo inquilino. A vida dos dois é marcada por acontecimentos trágicos, mas cada um lida com as próprias dores de forma completamente diferente. Os nomes dos personagens são bastantes significativos: Renato de renascido e Norma das nossas normas e preceitos.

Renato é mais novo e traz características de leveza e alegria. Com isso, Norma, aos poucos vai se sentindo à vontade com Renato e percebe-se enamorada do jovem, até que uma revelação faz uma virada na relação dos dois, criando um clima de tensão entre os personagens.

 Um se torna o espelho do outro, para o bem e para o mal. O texto da peça continua bastante atual, passado muitos anos desde a primeira montagem. A peça traz reflexões profundas entre o desejo humano e a ideia de recusa e da autoestima. O espetáculo aborda a intolerância como fator do preconceito.

“Norma” foi apresentada pela primeira vez em 2002, no Festival de Teatro de Curitiba, com Ana Lucia Torre e Eduardo Moscovis nos papéis de Norma e Renato.

Duração: 80 min 
Classificação: 10 anos 
Local: Teatro Vivo
Dias: Sexta à domingo, a partir de 15 de março

 
FICHA TÉCNICA
Cenário: Ronald Teixeira
Designer de Luz: Maneco Quinderé
Figurinos: Bia Salgado
Visagismo: Fernando Ocazione
Produção Geral: Joana Motta e Edgard Jordão 
 
Ingressos:
https://bileto.sympla.com.br/event/90512/d/237256/s/1617168

Texto: Rodolfo Abreu (@rodolfoabreu)

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Jornalista, assessor de comunicação e produtor cultural, o carioca Rodolfo Abreu atua na área há mais de 20 anos. Estudioso e amante da cultura pop, publicou dois livros, produziu shows e encontros com artistas e realizou o seminário “Videoclipe: música, imagem e revolução na cultura pop” na Fundação Casa de Rui Barbosa e no Centro Cultural da Justiça Federal.

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