A concepção e adaptação é de Hélio Bejani e Jorge Texeira, a partir de Marius Petipa. A direção é de Hélio Bejani. E a regência é de Javier Logioia Orbe.

O ballet é uma excelente atração nesse período em que se aproximam as  festividades natalinas, e encerra com chave de ouro a valiosa temporada de 2024 do TMRJ.

O Grand Pas de Deux é o ponto alto deste balé, momento em que a Fada Açucarada, interpretada por Márcia Jaqueline, dança com o Príncipe, interpretado por Rodrigo Hermesmeyer, para homenagear a menina Clara, que veio visitar o Reino dos Doces acompanhada pelo Príncipe Quebra-Nozes. O par, num bonito figurino de tom verde, realizou uma apresentação notável, numa dança envolvente que associava técnica perfeita, emoção e simpatia. Puro romantismo! A plateia foi ao delírio!

Foto: Daniel Ebendinger

A bailarina Marcia Jaqueline é prata da casa. Ela é formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, escola oficial do TMRJ, e hoje integra o corpo de baile como primeira bailarina. Daí, toda a importância do investimento na formação.

Todos os demais bailarinos estiveram muito bem, não cabendo destaques.

O final do primeiro ato todo em branco foi de uma rara beleza, sensível, e excitante. As bailarinas “flocos” esbanjaram graça, e o par rainha e rei das neves, interpretado por Manuela Roçado, e Alyson Trindade, mesclou técnica e emoção de forma correta na apresentação do Pas de Deux. A neve caía, e a exuberância da apresentação a todos emocionava!

O Quebra-Nozes narra a história de Clara, que ganha de presente de Natal do seu padrinho, Sr. Drossellmeyer, um boneco Quebra-Nozes. Ele é um mágico misterioso e encantador, e também um

fabricante de relógios e brinquedos.  Edifranc Alves faz um correto Drossellmeyer.

Ao final da festa de natal, Clara adormece junto ao boneco, sonha estar em mundos encantados, participar de batalhas e aventuras. Na batalha entre o Quebra-nozes e o Rei dos Ratos, o primeiro com a ajuda de Clara vence o segundo.

Exausto o boneco desmaia e Clara desesperada se põe a chorar por achar que o quebra-nozes que tanto ama está morto. Drosselmeyer reaparece, se aproxima do quebra-nozes e, reconhece seu sobrinho Klaus que estava no orfanato.

Drosselmeyer leva Clara e Klaus para conhecer o Reino das Neves e em seguida o Reino dos Doces, onde a Fada Açucarada e seu Príncipe dançam o já referido famoso Grand Pas de Deux para homenageá-la.

Foto: Daniel Ebendinger

Os figurinos foram criados por Tania Agra. São bonitos, de bom gosto, de qualidade, e adequados ao contexto do espetáculo.

No nosso ponto de vista, ganham destaque os figurinos do segundo ato, Reino dos Doces, sobretudo os ninfas, danças de diversos países, bombons, e da valsa das flores.

A cenografia é uma criação de Manoel Pucci, e C. Galdino. É criativa, adequada, original, e imperam os tons pastéis.

A iluminação criada por Paulo Ornellas e E. Cenica apresenta um bonito desenho de luz, e realça as apresentações dos solistas em suas diversas apresentações.

A regência de orquestra do maestro Javier Logioia Orbe foi estupenda. A integração e sintonia dos músicos, coro e bailarinos estava perfeita.

Para finalizar, gostaríamos de mencionar o nome de Hélio Bejani, e Jorge Teixeira, líderes da vitoriosa e original apresentação.

O Quebra-nozes é uma excelente produção de ballet; apresenta um conjunto de bailarinos que dança exibindo técnica e emoção; e figurinos, cenografia e iluminação bonitos, criativos, e adequados.

Excelente produção de ballet!

Compartilhar.

Alex Gonçalves Varela é historiador, professor do Departamento de História da UERJ, e autor de diversos enredos para escolas de samba, tendo sido autor dos enredos campeões do carnaval de 2006 e 2013. É autor de livros e artigos.

Comentários estão fechados.